«A vaga de protestos e de
bloqueios rodoviários associados ao preço dos combustíveis que tem
ocorrido um pouco por todo o mundo nas últimas semanas não resolverá o
problema da alta de preços dos combustíveis» - declarou o Presidente da IRU, Janusz Lacny - «consciente
da frustração sentida pelos transportadores e respeitando o seu direito
à greve, a IRU não pode, no entanto, dar o seu apoio a acções que
perturbem a livre circulação de pessoas e de mercadorias por estrada.
Os governos são culpados em deixar a situação degradar-se a este ponto
ao não prestar qualquer tipo de ajuda aos transportadores, confrontados
com uma escalada sem precedentes no preço dos combustíveis».
Para a IRU as empresas de transporte não têm outra alternativa a não
ser fazer repercutir nos seus clientes o aumento dos custos de
exploração, e se o não conseguirem fazer devem pura e simplesmente
deixar de transportar. A IRU considera igualmente que a inflação do
preço do petróleo também é causada por impostos governamentais
excessivamente pesados sobre os combustíveis. Sem impostos, o preço
médio do gasóleo na Europa é de 0,8 euros. Por outras palavras, o preço
por barril situa-se na ordem dos 80 euros, e o dos impostos ronda os
206 euros por barril, o que é inaceitável, refere a IRU. Defende o
gasóleo profissional e considera que já não existe margem para manter
os impostos sobre os combustíveis tão elevados, inflacionando o preço
do gasóleo à ?boca da bomba?. Transportes em revista |