Os eurodeputados o Conselho e a
Comissão Europeia, dada a situação preocupante que se vive na Europa em
consequência do aumento do preço do petróleo, realizaram um debate
infrutífero sobre as medidas a tomar a curto e longo prazo. Janez
Lenarcic, falando em nome da Presidência eslovena do Conselho,
sublinhou que as razões para o aumento dos preços do petróleo são de
natureza estrutural, tendo defendido medidas como a melhoria da
competitividade, maior transparência dos mercados financeiros, a
diversificação do aprovisionamento de energia e uma maior eficiência
energética. Andris Piebalgs, Comissário da Energia, referiu que é
preciso suavizar a curto prazo os efeitos da alta dos preços do
petróleo nos grupos mais vulneráveis e apostar, a longo prazo, na
eficiência energética e na utilização de fontes de energia renováveis.
O eurodeputado francês, Jean-Pierre Audy, defendeu a criação «de
um instrumento comunitário para assegurar a estabilidade anual dos
preços da energia, de modo a que as pessoas possam antecipar ou prever
a subida dos preços sem estarem sujeitas às flutuações constantes
derivadas da especulação», enquanto o eurodeputado letão,
Claude Turmes, propôs o agravamento dos impostos sobre os lucros de
empresas como a Exxon, e o eurodeputado da Lituânia, Gintaras
Didziokas, mostrou-se favorável a uma política fiscal menos pesada
sobre os produtos energéticos. O português Pedro Guerreiro apresentou
uma proposta de «criação dum imposto por cada Estado membro que incida exclusivamente sobre os ganhos especulativos pelo efeito de stock», mas foi o deputado grego, Dimitrios Papadimoulis, que em poucas palavras disse tudo: «estou desapontado com o Conselho e a Comissão por serem abundantes em palavras mas parcos em acção». Transportes em revista |