O Rodorail Logistic está
fortemente empenhado em desenvolver a sua actividade de transportes com
o recurso ao modo ferroviário. António Evangelista, director comercial
do grupo, revelou à Transportes em Revista que «a Rodorail quer alcançar uma posição de referência na Península Ibérica enquanto operador de logística rodo-ferroviária» - e acrescentou - «nós vemos a liberalização de sector ferroviário como uma oportunidade e não como uma ameaça». Em
2007, a Rodorail transportou 40.700 TEU's por ferrovia, modo que teve
um crescimento médio anual de 45 por cento desde 2003, 86.400 TEU's
pela rodovia, e movimentou cerca de 130.000 contentores em parque. O
processo de transferência modal do grupo permitiu tirar o ano passado
53.000 camiões da estrada (cerca de 134 milhões de ton./km,
correspondentes a um balanço económico-ambiental de 9,4 milhões de
euros). A aposta crescente na integração ferroviária leva os
responsáveis do grupo a prever para 2015 aproximadamente 70 por cento
do volume de cargas transportadas pela ferrovia e 30 por cento pela
rodovia, não só como forma de resposta aos «aumentos dos preços dos combustíveis e às oportunidades da liberalização» - mas também porque - «o camião continua a não pagar a infra-estrutura que utiliza»,
garante este director comercial. O grupo Rodorail Logistic é
constituído pela Activacarga (100 por cento), empresa de transportes
rodoviários; Conteparque (100 por cento), empresa dedicada à
movimentação, parqueamento, reparação, consolidação e desconsolidação
de UTI´s, bem como à gestão de fluxos ferroviários e à gestão de
armazéns; Parquecon (51 por cento), terminal no Porto onde se procede à
movimentação, parqueamento e reparação de UTI's; e Santa Eulália (78
por cento), empresa que gere o terminal de Mérida, fluxos ferroviários
e se dedica também à movimentação e parqueamento de UTI´s. A base
logística de actividades é desenvolvida em infra-estruturas como os
terminais da Bobadela, de Mérida e do Porto. Transportes em revista |