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Redução da sinistralidade rodoviária Governo Português premiado em Bruxelas 02/07/2008
O governo português recebeu esta semana em Bruxelas, pelas mãos do ministro Mário Lino, o prémio PIN Road Safety Performance Índex, atribuído
aos países que estão no bom caminho para cumprir as metas europeias de
redução para metade da taxa de mortalidade nas estradas até 2010.
Portugal está na linha da frente na prossecução deste objectivo, com
uma redução de 42% no número de vítimas rodoviárias desde 2001,
suplantado apenas pela França, com 43%, e seguido pelo Luxemburgo, com
38%, que também foi premiado. Todos os restantes países estão ainda
muito longe das metas europeias: Dinamarca 34%, Letónia 25%, República
Checa 17%, Finlândia 12%, Inglaterra 8%, Espanha e Itália 7%, Suécia e
Hungria 6%, Suiça 4%, e Roménia, Polónia, Eslovénia, Lituânia e
Eslováquia, não chegaram ainda sequer aos 2%. Face a resultados globais
tão pouco animadores, a UE aponta agora 2018 como o prazo limite para a
media dos países europeus conseguirem reduzir para metade as
respectivas taxas de sinistralidade rodoviária, embora em alguns países
seja previsível a apresentação de resultados apenas por volta de 2030.
Para Mário Lino: «os bons resultados
obtidos por Portugal ocorreram num contexto de crescimento de tráfego
automóvel, o qual quadruplicou entre 1987 e 2007, sendo agora de 90 mil
veículos por quilómetro, o que não impediu que o número de vítimas
mortais tenha decrescido 53% no mesmo período». Transportes em revista |
| João Cerqueira |
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Alemanha LKW-Maut vai sofrer aumento médio de 20 por cento 02/07/2008
A LKW-Maut, uma taxa quilométrica
aplicada nas auto-estradas alemãs aos veículos pesados de mercadorias
com mais de 12 toneladas, vai sofrer, a partir de 1 de Janeiro de 2009,
um aumento médio de 20 por cento, que pode chegar aos 88,3 por cento
nos camiões equipados com motores das categorias mais poluentes, no
âmbito do segundo pacote climático proposto pelo governo alemão. O
anúncio foi feito em Berlim pelo ministro de Transportes, Wolfgang
Tiefensee, que propõe aumentar em média as tarifas da LKW-Maut de 13,5
cêntimos/km para 16,2 cêntimos/km. Os camiões de 3 eixos irão pagar
entre 14 e 27,3 cêntimos/km, em função da categoria Euro das seus
sistemas propulsores, e nos camiões de quatro ou mais eixos a tarifa
irá variar entre os 15,4 e os 28,7 cêntimos/km. Os aumentos deverão
gerar aos cofres do Estado alemão uma receita adicional de 1 bilião de
euros em 2009, que será empregue na construção de estradas e na rede
ferroviária. A associação da indústria alemã de biocombustíveis (VDB)
considera que as receitas adicionais resultantes do aumento da LKW-Maut
deviam ser utilizadas para reduzir o preço do biodiesel, propondo ao
governo que anule a aplicação da taxa energética para o biodiesel B100,
cujos valores previstos se situam entre 6 e 15 cêntimos/litro. Segundo
o administrador da VDB, Claus Sauter: «se
os impostos sobre o biodiesel não aumentarem o B100 irá ficar mais
barato para as empresas transportadoras, com vantagens também para a
industria de biocombustíveis e para o meio ambiente». I nfos Transportes em revista |
Joao Cerqueira |
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Crise petrolífera França, Bélgica e Holanda agendam acções de protesto 16/06/2008
A Federação Nacional dos
Transportes Rodoviários (FNTR) vai mobilizar os transportadores
franceses rodoviários de mercadorias em acções de protesto entre 16 e
20 de Junho. Cada sindicato regional ou departamental da FNTR tem a
liberdade de escolher a forma de acção de luta que considere mais
apropriada. Para já, sabe-se que algumas destas acções deverão
traduzir-se em ?marchas lentas?, desconhecendo-se ainda que outras
formas de luta irão ser adoptadas. Outras organizações profissionais
representativas do sector como a TLF e a UNOSTRA decidiram juntar-se a
este movimento, baseado na insuficiência das respostas governamentais à
crise sectorial. A UPTR lançou um apelo aos seus associados para se
manifestarem contra a escalada do preço do gasóleo no próximo dia 18 de
Junho, em Bruxelas, sem ter no entanto revelado ainda qual irá ser a
forma de protesto a adoptar. Esta acção não é apoiada pela Febetra nem
pela SAV que continuam a optar pela via negocial e a insistir que os
aumentos dos custos de exploração devem ser repercutidos nos preços dos
fretes. O primeiro ministro Yves Leterme anunciou já uma reunião com os
representantes do sector no dia 17 de Junho, a fim de evitar um
eventual bloqueio da cidade de Bruxelas. A organização profissional
holandesa Transport en Logistiek Nederland
(TLN) vai organizar uma ?marcha lenta? a nível nacional em 18 percursos
distintos pré-seleccionados, contra ?a escalada do preço do gasóleo e o
aumento das cargas fiscais?. A TLN exige uma moratória sobre novos
aumentos de taxas e um programa de incentivos para renovação de frotas.
Também na Polónia, a principal associação sectorial decretou, no
passado dia 12 de Junho, uma paralisação nacional entre as 12 e as 13
horas. Transportes em revista |
João Cerqueira |
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Governo espanhol aprova 54 medidas Plataforma mantém paralisação 16/06/2008
Em Espanha, não obstante na
passada noite de 11 de Junho ter sido subscrito um acordo entre os
representantes do governo e os membros do Comité Nacional de Transporte
Rodoviário, contendo um conjunto de 54 medidas para atenuar a situação
de crise no sector, a Plataforma, Fenadismer e Confedetrans mantêm a
paralisação por considerar que estas medidas não contemplam os
autónomos, continuando a reivindicar tarifas mínimas obrigatórias
anti-dumping. As autoridades espanholas foram legitimadas pelo
Ministerio do Interior para acabarem com os bloqueios e pôr fim às
acções ?intimidatórias? levadas a cabo pelos piquetes de paralisação,
apesar de se agudizar o conflito em regiões como a Andaluzia e nos
acessos ao porto de Valência, as forças de segurança já conseguiram
desbloquear as fronteiras e os bloqueios nos acessos a Madrid, devendo
nos próximos dias ser normalizada toda a circulação rodoviária no país
vizinho. Já foram detidos mais de setenta grevistas que poderão ser
sancionados com multas de 1 500 euros e ficar sem carta de condução por
um período de 3 anos, e escoltados 6 025 camiões. À margem das acções
de rua estiveram desde o início a CETM ? Conetrans e a Astic, que
apostaram na via negocial. Transportes em revista |
João Cerqueira |
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Contra o aumento do preço 09/06/2008
Antram está «solidária» com transportadores rodoviários que adiram à greve A
Antram ? Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de
Mercadorias, revela que está ?solidária? com as iniciativas de greve,
que alguns transportadores nacionais estão a organizar. Em declarações
à Transportes em Revista, Abel Marques, director-geral da Antram diz
que «é com toda a justiça e valor que estas iniciativas
ocorrem, em prol dos interesses das empresas do sector, quer sejam
nossas associadas ou não». Em causa está uma iniciativa de 75
operadores que estão a organizar uma paralisação para o próximo dia 9
de Junho, segunda-feira, como forma de protesto contra o sucessivo
aumento do preço do gasóleo. A greve irá afectar locais "estratégicos"
como portos, auto-estradas, estradas nacionais e refinarias, revelou à
Lusa, o gerente da empresa Master Cargo, Silvino Lopes. Abel Marques,
referiu que «somos solidários com estas iniciativas porque
visam a defesa do sector e estamos a acompanhar a toda a hora o
movimento dos nossos associados»
Apesar de se mostrar solidária com a greve que foi convocada, a Antram
ainda não tomou uma posição oficial relativamente a este tema, uma vez
que «no
próximo sábado, durante o Encontro Nacional que se realiza na Batalha,
iremos decidir, em conjunto com os nossos associados, as medidas vamos
tomar». Transportes em revista |
Pedro Pereira |
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Crise petrolífera Empresas de pronto-socorro vão paralisar dia 22 de Junho 05/06/2008
As empresas de pronto-socorro
decidiram convocar uma paralisação de âmbito nacional para o próximo
dia 22 de Junho. Esta decisão foi tomada no decurso da Convenção
Nacional da ARAN, realizada na Póvoa de Varzim, no dia 31 de Maio, onde
marcaram presença mais de 500 empresários de pronto-socorro e oficinas.
O plano de paralisações definida pelas empresas do sector foi
calendarizada em conjunto com a ARAN, e caso as empresas de assistência
em viagem ou a Autoridade da Concorrência (AdC) não sejam sensíveis aos
argumentos de que é inevitável haver aumentos de preços de serviços,
face a uma escalada sem precedentes no custo dos combustíveis, será
realizada uma segunda paralisação de maiores dimensões entre as 0.00
horas de 4 de Julho e as 24.00 horas do dia 6 de Julho. Para já, vão
ser enviadas cartas às empresas de assistência em viagem a solicitar o
arranque de negociações, no sentido que haja uma indexação a seis
meses dos valores acordados aos preços dos combustíveis. Presidiu à
sessão de abertura da Convenção da ARAN o secretário de Estado do
Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, que
anunciou que a AdC vai reanalisar o relacionamento entre as empresas de
assistência em viagem e os rebocadores, bem como das oficinas com as
seguradoras. Transportes em revista |
João Cerqueira |
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Crise petrolífera Fenadismer convoca greve geral em Espanha 03/06/2008
A federação de transportes
rodoviários espanhola Fenadismer convocou, para o próximo dia 8 de
Junho, uma greve nacional de transportes por tempo indeterminado, em
consequência da situação dramática vivida pelo sector do transporte
rodoviário de mercadorias, em particular os transportadores autónomos e
as micro-empresas, face à subida "incontrolada, desproporcionada e
vertiginosa " do preço do gasóleo. A convocatória de greve surge na
sequência da recusa do executivo espanhol em introduzir " tarifas
mínimas antidumping" como forma de cobrir os custos de exploração da
actividade transportadora. A Fenadismer conta presentemente com cerca
de 30 000 associados, representados em mais de meia centena de
associações regionais e territoriais espalhadas por todo o país.
Sabe-se que também a Antid e a Confedetrans vão aderir a esta
mobilização, bem como a União de Profissionais e Trabalhadores
Autónomos (UPTA), de fora irão ficar a CETM-Conetrans, e a Astic, por
ainda acreditarem no processo negocial em curso com o governo. Por sua
vez, A Plataforma para a defesa do sector de transportes rodoviários de
mercadorias nacional e internacional, convocou uma greve geral de
transportadores rodoviários a partir das zero horas do dia 6 de Junho. Transportes em revista |
Carlos Moura |
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Novas normas sobre transporte rodoviário PE vota liberalização total da cabotagem em 2014 28/05/2008
Os eurodeputados pronunciaram-se
em Estrasburgo sobre dois diplomas, o que estabelece as regras comuns
para o acesso ao mercado do transporte internacional rodoviário de
mercadorias e o de exercício da actividade de transportador rodoviário
na UE. No primeiro, não deixa de ser surpreendente a interpretação do
PE em relação à cabotagem, tendo aprovado em primeira leitura o
relatório do eurodeputado Mathieu Grosch, que contraria em certa medida
a proposta da Comissão Europeia. O PE aprovou uma liberalização
progressiva, preconizando uma limitação da cabotagem a três operações
num período de 7 dias em 2010/2011, em 2012 serão permitidas 7
operações de cabotagem em 7 dias, e em 2014 a cabotagem não deverá ser
objecto de qualquer tipo de restrições relativamente ao número e à
duração das operações. A primeira reacção oficial a esta posição de
Estrasburgo veio da federação belga FEBETRA, afirmando esta que «o
único aspecto positivo prende-se com a fixação de uma data para a
liberalização total da cabotagem. Constatamos que a nova regulamentação
é bem mais restritiva que o regime de cabotagem actualmente em vigor e
até mesmo que o primeiro regime que foi introduzido há 15 anos atrás».
Segundo dados revelados pelo Eurostat, em 2006 foram transportados na
Europa em regime de cabotagem 15 317 biliões de t/km, em 2005 foram 14
916 biliões de t/km, e em 2004 o valor cifrou-se nos 14 631 t/km. Em
relação ao exercício da actividade, o texto aprovado em plenário
garante que continuem a ser tomadas em consideração as diferenças
existentes entre os Estados-membros no que se refere às medidas
aplicáveis no caso das infracções mais graves. O documento estabelece
também que os Estados-membros devem assegurar que os gestores de
transportes com experiência prática que regressam à profissão após um
período de ausência de 5 anos, efectuem a requalificação e
actualizações que sejam necessárias para provar a manutenção da sua
competência profissional e os conhecimentos sobre a evolução da
legislação aplicável à profissão. Caberá agora a vez do Conselho, no
próximo mês de Junho, pronunciar-se sobre estes dois diplomas. Transportes em revista |
João Cerqueira |
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Mega-camiões Circulação volta a ser autorizada na Holanda 20/05/2008
O ministro holandês dos
Transportes, Camiel Eurlings, acaba de autorizar novamente a circulação
nas estradas do país de ecocombis, camiões extra-longos de 60 toneladas
e 25,25 metros de comprimento, baseado num relatório da TNO que veio
demonstrar que o ecocombi de 60 toneladas não provoca danos nas
infra-estruturas rodoviárias superiores aos tradicionais camiões de 50
toneladas, PMA em vigor na Holanda, porque os pesos são repartidos de
forma igual ao longo do veículo.
Em finais do ano passado o governo holandês tinha decidido suspender o
programa ecocombi devido, precisamente, a uma polémica que começou a
crescer na opinião pública, de que os ecocombis causavam a degradação
das pontes, túneis e viadutos. Entretanto, as empresas que operavam com
ecocombis, optaram por substituir a esmagadora maioria dos conjuntos
articulados por camiões convencionais de 40 toneladas, deixando de
utilizar os ecocombi com apenas 50 toneladas de peso bruto, por razões
de rentabilidade. No total, dos cerca de 240 ecocombi que operavam na
Holanda, 172 foram retirados, esperando-se agora, pela primeira sem ser
a título experimental, que estes conjuntos voltem em força ao Benelux,
já que idêntica medida foi aprovada recentemente na Bélgica. Transportes em revista |
João Cerqueira |
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No troço Aveiro - Marinha Auto-estradas do Litoral inaugura novo sistema de pagamento 13/05/2008
A Auto-estradas do Litoral
inaugura sábado, na A17, entre Aveiro e Marinha Grande, um novo sistema
de cobrança de portagens, o Via Manual, que possibilita o pagamento sem
o auxílio de um portageiro. Desenvolvido pela Direcção de Inovação e
Tecnologia da Brisa, o sistema consiste num equipamento embutido nas
cabines de portagem, de modo a permitir operações com máquina,
operações sem máquina e o desenvolvimento simultâneo de ambas as
operações. Para realizar o pagamento, o condutor pode recorrer a
moedas, notas e Multibanco, sendo que este sistema também permite que
os automobilistas que tenham Via Verde e que tenham entrado numa via
manual por engano possam efectuar o pagamento. O sistema dá troco, mas
caso não haja troco disponível, o equipamento emite uma factura com o
valor a pagar, a entidade e a referência, dispondo o cliente de 15 dias
para proceder ao pagamento. A introdução do sistema será acompanhada de
sinalética na via e na aproximação à portagem, com pintura no pavimento
e com colocação de painéis no topo da praça de portagem, à semelhança
do que acontece actualmente com a Via Verde, mas com a inscrição Via
Manual. Esta tecnologia será colocada em seis portagens na A17. Além do
sistema Via Manual, a praça da portagem de Mira, na A17, está também
equipada com o novo sistema Via Verde, o Via Mais Verde, que dispensa
as praças de portagem e evita o abrandamento, uma vez que a taxação dos
veículos é feita através de pórticos. O sistema Via Mais Verde está
actualmente em funcionamento na A10, em Benavente. |
Carlos Moura |
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IC9 Lanço rodoviário entre Carregueiro e Tomar aberto ao público 05/05/2008
O lanço do IC9, entre Carregueiros
e Tomar, foi aberto ao tráfego rodoviário. Explorado pela concessão
Litoral Oeste, o troço com 8,5 quilómetros de extensão, é o primeiro
empreendimento construído pela EP-Estradas de Portugal, e integrado
para conservação e exploração, numa concessão. O projecto representa um
investimento de 32 milhões de euros e é o primeiro lanço a ser
concluído deste itinerário que irá ligar Tomar a Nazaré, e que irá
permitir uma ligação transversal de qualidade entre o Litoral e o
Interior da região Oeste, devidamente articulada com os diversos eixos
longitudinais (IC3, A1, IC2 e A8). infos : transportes em revista |
Pedro Pereira |
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Nova regulamentação sectorial na origem do conflito Transportadores romenos bloqueiam acessos às cidades 21/04/2008
Os transportadores rodoviários de mercadorias romenos bloquearam esta semana
as vias de acesso a Bucareste, e a mais 18 cidades do país. Em causa está a
assinatura por parte do governo romeno dum diploma que prevê uma nova
regulamentação sectorial e a introdução duma taxa rodoviária para pagamento de
portagens, em substituição da actual ?rovinheta?, um sistema idêntico à
?eurovinheta? que vigora nalguns países. A UNTRR e a FORT, principais
associações sectoriais da Roménia, referem que o esquema proposto pelo
Ministério dos Transportes vai agravar os custos de exploração e abrir as portas
à concorrência estrangeira, uma vez que a taxa que substitui o sistema de
vinheta será aplicada directamente sobre o preço dos carburantes. As associações
sectoriais reivindicam igualmente a necessidade de eliminar as restrições à
circulação impostas aos camiões na Roménia, a anulação de taxa de matrícula para
os camiões Euro 4 e 5, a transparência na colecta de taxas sobre os carburantes,
que na Roménia já são várias e com fórmulas muito complexas que ninguém entende,
e o direito à verificação das taxas afectas à construção e manutenção de
estradas. Transportes em revista | João
Cerqueira | |
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Programa FIDEUS Renault Trucks e Condis ensaiam descargas nocturnas 01/04/2008
Ao abrigo do programa de investigação FIDEUS (Freight Intelligent Delivery in
Urban Spaces), a Renault Trucks e a cadeia de supermercados espanhola Condis
iniciaram uma fase experimental de descargas de mercadoria durante a noite em
Barcelona, recorrendo à utilização de camião de distribuição especialmente
desenvolvido para optimizar a performance ambiental. O veículo, um Renault
Midlum, já tinha sido sujeito a testes durante o dia em Lyon, no passado mês de
Janeiro, onde ficou demonstrada a sua eficiência ambiental em entregas diurnas,
uma vez que é quatro vezes menos ruidoso do que outros camiões de distribuição.
O objectivo do novo teste em Barcelona, que tem uma duração de três semanas, é
avaliar o impacto sonoro do veículo num ambiente nocturno ainda menos ruidoso.
Para o efeito, o Midlum foi configurado no modo ?Low Noise?, tendo sido
efectuado um trabalho adicional no chão da caixa de carga, na plataforma
elevatória e nas portas da cabina. Em termos de eficiência e segurança, os
testes de Barcelona constituíram igualmente uma oportunidade para implementar e
experimentar a tecnologia RFID (Identificação por Frequência de Rádio) utilizada
no rastreamento dos pacotes. Para melhorar a visibilidade do veículo à noite
foram instalados no veículo novos grupos ópticos com LED's integrados.
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| Carlos
Moura | | TRANPORTES EM REVISTA | |
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Directiva Eurovinheta Transportadores deverão pagar mais 0,4 a 1,1 euros/km 01/04/2008
iA associação espanhola de transporte internacional rodoviário (ASTIC), já
manifestou publicamente a sua oposição à nova directiva europeia de
internalização de custos de infra-estruturas, vulgarmente conhecida por
directiva Eurovinheta, que irá entrar em vigor a partir de 10 de Junho, e que
pressupõe um incremento da fiscalidade que incide sobre as empresas de
transportes rodoviários entre 0,4 e 1,1 euros/km. A ASTIC defende que a
utilização de infra-estruturas rodoviárias seja feita através do pagamento de
portagens a concessionários privados e não por via da administração pública, por
considerar que esta é a única forma de garantir que o capital que se investe em
portagens se destina também a ser reinvestido na manutenção e melhoramento
dessas estradas. Tanto em Portugal como em Espanha, ainda não se sabe quando e
de forma a directiva Eurovinheta vai ser transposta, em que tipos de estradas é
que vai ser aplicada (auto-estradas, itinerários complementares, estradas
secundárias, etc.), encontrando-se igualmente por determinar os tipos de
veículos que irá abranger. Para todos os efeitos, o espírito da Directiva
pressupõe que a sua aplicação incida fundamentalmente sobre os veículos
pesados. | João
Cerqueira | |
Transportes em revista
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Gasóleo profissional mais barato para transportadores de passageiros 21/03/2008
19/03/2008 Gasóleo profissional mais barato para transportadores de
passageiros (Info : Logística hoje) | Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes, anunciou
a criação, até final do primeiro semestre, de gasóleo profissional mais barato
para os transportadores rodoviários de passageiros de forma a garantir, nas suas
palavras, a «sustentabilidade» do sector. «É uma medida que está a ser finalizada dentro do Governo, pela
secretaria de Estado dos transportes em parceria com a dos assuntos fiscais, com
o apoio técnico da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários de
Pesados de Passageiros (ANTROP), e que será depois proposta à Assembleia da
República», afirmou Ana Paula Vitorino. Falando no
Porto à margem da cerimónia de posse dos órgãos sociais da ANTROP, a secretária
de Estado apontou o final do 1° semestre como meta para entrada em vigor desta
medida, que vigorará em regime experimental «até ao final do ano», de acordo com
informações avançadas pela agência Lusa.
«Teremos
depois que avaliar, no final do ano, como é que correu implementação dessa
medida, porque há matérias de carácter técnico, nomeadamente de como é
implementada a redução do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), que ainda
estão em cima da mesa e têm que ser testadas», explicou.
Garantir a
sustentabilidade do sector
Segundo Ana Paula Vitorino, «neste momento o que está a ser
preparado diz exclusivamente respeito aos passageiros, porque trata-se de um
sector onde as tarifas são fixadas administrativamente, ou seja, não existe
liberdade por parte dos transportadores rodoviários de passageiros de fixar os
preços em função do mercado, pelo que existe uma responsabilidade social
acrescida relativamente a este sector». Embora admitindo que existem
«problemas conjunturais» que afectam «todo o sector dos transportes», a
secretária de Estado considerou que, no caso dos transportes de passageiros, as
«medidas mais restritivas» a que está sujeito exigem «um olhar mais urgente e
atento». É que,
frisou Ana Paula Vitorino, está em causa «um problema conjuntural gravíssimo
para os transportadores rodoviários de passageiros», cujos custos de
funcionamento têm subido «gravemente» dados os sucessivos aumentos do preço do
gasóleo, mas que não podem aumentar os preços dos bilhetes «numa percentagem
proporcional».
Relativamente ao preço a
fixar para o gasóleo profissional, a secretária de Estado disse estar ainda a
ser estudado com a secretaria de Estado dos assuntos fiscais, assim como o
limite de desconto de que cada empresa poderá beneficiar (número máximo de
litros de gasóleo/ano alvo de redução) e como será aplicado o desconto.
«São
matérias que estão a ser fixadas com a ANTROP e com o meu colega dos assuntos
fiscais e que seria precoce, neste momento, estar a anunciar», afirmou Ana Paula
Vitorino, acrescentando existir uma «proposta concreta em cima da mesa», mas que
«está ainda a ser apreciada». «Há que arranjar um ponto de equilíbrio entre a
diferenciação que queremos fazer e aquilo que é o limiar máximo da diminuição
das receitas fiscais que poderemos admitir», explicou.
Uma vez
que são poucos os países em que existe gasóleo profissional, a secretária de
Estado adiantou que «o modelo espanhol, aqui ao lado, foi inspirador» para o
Governo.
Questionada pela agência Lusa
sobre quanto esta medida irá custar aos cofres do Estado, Ana Paula Vitorino não
quis avançar qualquer valor, preferindo salientar que «se trata de ponderar
aquilo que é uma receita a menos para o Estado, mas é também um acréscimo de
fiabilidade e segurança para os cidadãos de que vão continuar a ter um sistema
de transportes públicos a funcionar». «Queremos garantir a sustentabilidade do
sector porque queremos que as pessoas continuem a ter um bom sistema de
transportes, sustentável, e não podemos permitir que as empresas de transporte
público de passageiros comecem a falir», concluiu.
ANTROP
aprova «diferenciação positiva»
Já o presidente da ANTROP, Luís Cabaço Martins, congratulou-se com
a concretização de uma «medida de diferenciação positiva» do transporte público
de passageiros «há muito pedida pelo sector». «Hoje fez-se finalmente
justiça», defendeu, considerando que a criação do gasóleo profissional
«demonstra que o Governo está atento e percebe que é importante juntar esforços
para criar as melhores condições de utilização do transporte público». De acordo
com Cabaço Martins, o sector vive um momento «particularmente difícil», dada a
escalada do preço dos combustíveis e o facto de «praticamente toda a frota de
autocarros do país» estar dependente do
gasóleo. «É
necessário acautelar o equilíbrio das empresas», salientou, recordando que,
neste momento, os custos com gasóleo representam já mais de 30% da sua estrutura
de custos.
Transportadores de
mercadorias excluídos
Os
transportadores de mercadorias estranham ter sido excluídos das ajudas
governamentais ao custo dos combustíveis, numa altura em que o executivo quer
incentivar as exportações portuguesas. Em
declarações à agência Lusa, António Mouzinho da ANTRAM - Associação Nacional de
Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias - disse que «ficaram
surpreendidos» com este anúncio. «Sabíamos que em Março haveria novidades sobre
o gasóleo profissional, mas nunca pensámos que os transportadores de mercadorias
ficariam ausentes», afirmou.
Para este
responsável, a actividade do transporte de mercadorias está a ser «atacadíssima»
com o aumento do preço do petróleo, sendo que o nosso país continua a ser cada
vez menos concorrencial quando comparado com Espanha, uma vez que a diferença do
preço dos combustíveis ultrapassa os 20%.
Os
espanhóis e os franceses já têm o gasóleo profissional mais barato, lembrou
António Mouzinho, pelo que seria desejável que Portugal também avançasse nesse
sentido.
Para a
próxima semana está agendada uma reunião entre a ANTRAM e a secretária de Estado
dos Transportes, esperando António Mouzinho, nessa altura poder abordar este
tema com o Governo e apresentar os seus argumentos.
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