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Estrada cidadã
 

Redução da sinistralidade rodoviária Governo Português premiado em Bruxelas
02/07/2008


O governo português recebeu esta semana em Bruxelas, pelas mãos do ministro Mário Lino, o prémio PIN Road Safety Performance Índex, atribuído aos países que estão no bom caminho para cumprir as metas europeias de redução para metade da taxa de mortalidade nas estradas até 2010. Portugal está na linha da frente na prossecução deste objectivo, com uma redução de 42% no número de vítimas rodoviárias desde 2001, suplantado apenas pela França, com 43%, e seguido pelo Luxemburgo, com 38%, que também foi premiado. Todos os restantes países estão ainda muito longe das metas europeias: Dinamarca 34%, Letónia 25%, República Checa 17%, Finlândia 12%, Inglaterra 8%, Espanha e Itália 7%, Suécia e Hungria 6%, Suiça 4%, e Roménia, Polónia, Eslovénia, Lituânia e Eslováquia, não chegaram ainda sequer aos 2%. Face a resultados globais tão pouco animadores, a UE aponta agora 2018 como o prazo limite para a media dos países europeus conseguirem reduzir para metade as respectivas taxas de sinistralidade rodoviária, embora em alguns países seja previsível a apresentação de resultados apenas por volta de 2030. Para Mário Lino: «os bons resultados obtidos por Portugal ocorreram num contexto de crescimento de tráfego automóvel, o qual quadruplicou entre 1987 e 2007, sendo agora de 90 mil veículos por quilómetro, o que não impediu que o número de vítimas mortais tenha decrescido 53% no mesmo período».  Transportes em revista

João Cerqueira

26.06.2008



   

 
Estrada cidadã
 

Alemanha LKW-Maut vai sofrer aumento médio de 20 por cento
02/07/2008


A LKW-Maut, uma taxa quilométrica aplicada nas auto-estradas alemãs aos veículos pesados de mercadorias com mais de 12 toneladas, vai sofrer, a partir de 1 de Janeiro de 2009, um aumento médio de 20 por cento, que pode chegar aos 88,3 por cento nos camiões equipados com motores das categorias mais poluentes, no âmbito do segundo pacote climático proposto pelo governo alemão. O anúncio foi feito em Berlim pelo ministro de Transportes, Wolfgang Tiefensee, que propõe aumentar em média as tarifas da LKW-Maut de 13,5 cêntimos/km para 16,2 cêntimos/km. Os camiões de 3 eixos irão pagar entre 14 e 27,3 cêntimos/km, em função da categoria Euro das seus sistemas propulsores, e nos camiões de quatro ou mais eixos a tarifa irá variar entre os 15,4 e os 28,7 cêntimos/km. Os aumentos deverão gerar aos cofres do Estado alemão uma receita adicional de 1 bilião de euros em 2009, que será empregue na construção de estradas e na rede ferroviária. A associação da indústria alemã de biocombustíveis (VDB) considera que as receitas adicionais resultantes do aumento da LKW-Maut deviam ser utilizadas para reduzir o preço do biodiesel, propondo ao governo que anule a aplicação da taxa energética para o biodiesel B100, cujos valores previstos se situam entre 6 e 15 cêntimos/litro. Segundo o administrador da VDB, Claus Sauter: «se os impostos sobre o biodiesel não aumentarem o B100 irá ficar mais barato para as empresas transportadoras, com vantagens também para a industria de biocombustíveis e para o meio ambiente». I nfos Transportes em revista

Joao Cerqueira

30.06.2008



   

 
Estrada cidadã
 

Crise petrolífera França, Bélgica e Holanda agendam acções de protesto
16/06/2008


A Federação Nacional dos Transportes Rodoviários (FNTR) vai mobilizar os transportadores franceses rodoviários de mercadorias em acções de protesto entre 16 e 20 de Junho. Cada sindicato regional ou departamental da FNTR tem a liberdade de escolher a forma de acção de luta que considere mais apropriada. Para já, sabe-se que algumas destas acções deverão traduzir-se em ?marchas lentas?, desconhecendo-se ainda que outras formas de luta irão ser adoptadas. Outras organizações profissionais representativas do sector como a TLF e a UNOSTRA decidiram juntar-se a este movimento, baseado na insuficiência das respostas governamentais à crise sectorial. A UPTR lançou um apelo aos seus associados para se manifestarem contra a escalada do preço do gasóleo no próximo dia 18 de Junho, em Bruxelas, sem ter no entanto revelado ainda qual irá ser a forma de protesto a adoptar. Esta acção não é apoiada pela Febetra nem pela SAV que continuam a optar pela via negocial e a insistir que os aumentos dos custos de exploração devem ser repercutidos nos preços dos fretes. O primeiro ministro Yves Leterme anunciou já uma reunião com os representantes do sector no dia 17 de Junho, a fim de evitar um eventual bloqueio da cidade de Bruxelas. A organização profissional holandesa Transport en Logistiek Nederland (TLN) vai organizar uma ?marcha lenta? a nível nacional em 18 percursos distintos pré-seleccionados, contra ?a escalada do preço do gasóleo e o aumento das cargas fiscais?. A TLN exige uma moratória sobre novos aumentos de taxas e um programa de incentivos para renovação de frotas.
Também na Polónia, a principal associação sectorial decretou, no passado dia 12 de Junho, uma paralisação nacional entre as 12 e as 13 horas. Transportes em revista

João Cerqueira

16.06.2008



   

 
Estrada cidadã
 

Governo espanhol aprova 54 medidas Plataforma mantém paralisação
16/06/2008


Em Espanha, não obstante na passada noite de 11 de Junho ter sido subscrito um acordo entre os representantes do governo e os membros do Comité Nacional de Transporte Rodoviário, contendo um conjunto de 54 medidas para atenuar a situação de crise no sector, a Plataforma, Fenadismer e Confedetrans mantêm a paralisação por considerar que estas medidas não contemplam os autónomos, continuando a reivindicar tarifas mínimas obrigatórias anti-dumping. As autoridades espanholas foram legitimadas pelo Ministerio do Interior para acabarem com os bloqueios e pôr fim às acções ?intimidatórias? levadas a cabo pelos piquetes de paralisação, apesar de se agudizar o conflito em regiões como a Andaluzia e nos acessos ao porto de Valência, as forças de segurança já conseguiram desbloquear as fronteiras e os bloqueios nos acessos a Madrid, devendo nos próximos dias ser normalizada toda a circulação rodoviária no país vizinho. Já foram detidos mais de setenta grevistas que poderão ser sancionados com multas de 1 500 euros e ficar sem carta de condução por um período de 3 anos, e escoltados 6 025 camiões. À margem das acções de rua estiveram desde o início a CETM ? Conetrans e a Astic, que apostaram na via negocial.  Transportes em revista

João Cerqueira

16.06.2008



   

 
Estrada cidadã
 

Contra o aumento do preço
09/06/2008


Antram está «solidária» com transportadores rodoviários que adiram à greve

A Antram ? Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias, revela que está ?solidária? com as iniciativas de greve, que alguns transportadores nacionais estão a organizar. Em declarações à Transportes em Revista, Abel Marques, director-geral da Antram diz  que «é com toda a justiça e valor que estas iniciativas ocorrem, em prol dos interesses das empresas do sector, quer sejam nossas associadas ou não». Em causa está uma iniciativa de 75 operadores que estão a organizar uma paralisação para o próximo dia 9 de Junho, segunda-feira, como forma de protesto contra o sucessivo aumento do preço do gasóleo. A greve irá afectar locais "estratégicos" como portos, auto-estradas, estradas nacionais e refinarias, revelou à Lusa, o gerente da empresa Master Cargo, Silvino Lopes. Abel Marques, referiu que «somos solidários com estas iniciativas porque visam a defesa do sector e estamos a acompanhar a toda a hora o movimento dos nossos associados»
Apesar de se mostrar solidária com a greve que foi convocada, a Antram ainda não tomou uma posição oficial relativamente a este tema, uma vez que «no próximo sábado, durante o Encontro Nacional que se realiza na Batalha, iremos decidir, em conjunto com os nossos associados, as medidas vamos tomar». Transportes em revista

Pedro Pereira

06.06.2008



   

 
Estrada cidadã
 

Crise petrolífera Empresas de pronto-socorro vão paralisar dia 22 de Junho
05/06/2008


As empresas de pronto-socorro decidiram convocar uma paralisação de âmbito nacional para o próximo dia 22 de Junho. Esta decisão foi tomada no decurso da Convenção Nacional da ARAN, realizada na Póvoa de Varzim, no dia 31 de Maio, onde marcaram presença mais de 500 empresários de pronto-socorro e oficinas. O plano de paralisações definida pelas empresas do sector foi calendarizada em conjunto com a ARAN, e caso as empresas de assistência em viagem ou a Autoridade da Concorrência (AdC) não sejam sensíveis aos argumentos de que é inevitável haver aumentos de preços de serviços, face a uma escalada sem precedentes no custo dos combustíveis, será realizada uma segunda paralisação de maiores dimensões entre as 0.00 horas de 4 de Julho e as 24.00 horas do dia 6 de Julho. Para já, vão ser enviadas cartas às empresas de assistência em viagem a solicitar o arranque  de negociações, no sentido que haja uma indexação a seis meses dos valores acordados aos preços dos combustíveis. Presidiu à sessão de abertura da Convenção da ARAN o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, que anunciou que a AdC vai reanalisar o relacionamento entre as empresas de assistência em viagem e os rebocadores, bem como das oficinas com as seguradoras. Transportes em revista

João Cerqueira

03.06.2008



   

 
Estrada cidadã
 

Crise petrolífera Fenadismer convoca greve geral em Espanha
03/06/2008


A federação de transportes rodoviários espanhola Fenadismer convocou, para o próximo dia 8 de Junho, uma greve nacional de transportes por tempo indeterminado, em consequência da situação dramática vivida pelo sector do transporte rodoviário de mercadorias, em particular os transportadores autónomos e as micro-empresas, face à subida "incontrolada, desproporcionada e vertiginosa " do preço do gasóleo. A convocatória de greve surge na sequência da recusa do executivo espanhol em introduzir " tarifas mínimas antidumping" como forma de cobrir os custos de exploração da actividade transportadora. A Fenadismer conta presentemente com cerca de 30 000 associados, representados em mais de meia centena de associações regionais e territoriais espalhadas por todo o país. Sabe-se que também a Antid e a Confedetrans vão aderir a esta mobilização, bem como a União de Profissionais e Trabalhadores Autónomos (UPTA), de fora irão ficar a CETM-Conetrans, e a Astic, por ainda acreditarem no processo negocial em curso com o governo. Por sua vez, A Plataforma para a defesa do sector de transportes rodoviários de mercadorias nacional e internacional, convocou uma greve geral de transportadores rodoviários a partir das zero horas do dia 6 de Junho. Transportes em revista

Carlos Moura

02.06.2008



   

 
Estrada cidadã
 

Novas normas sobre transporte rodoviário PE vota liberalização total da cabotagem em 2014
28/05/2008


Os eurodeputados pronunciaram-se em Estrasburgo sobre dois diplomas, o que estabelece as regras comuns para o acesso ao mercado do transporte internacional rodoviário de mercadorias e o de exercício da actividade de transportador rodoviário na UE. No primeiro, não deixa de ser surpreendente a interpretação do PE em relação à cabotagem, tendo aprovado em primeira leitura o relatório do eurodeputado Mathieu Grosch, que contraria em certa medida a proposta da Comissão Europeia. O PE aprovou uma liberalização progressiva, preconizando uma limitação da cabotagem a três operações num período de 7 dias em 2010/2011, em 2012 serão permitidas 7 operações de cabotagem em 7 dias, e em 2014 a cabotagem não deverá ser objecto de qualquer tipo de restrições relativamente ao número e à duração das operações. A primeira reacção oficial a esta posição de Estrasburgo veio da federação belga FEBETRA, afirmando esta que «o único aspecto positivo prende-se com a fixação de uma data para a liberalização total da cabotagem. Constatamos que a nova regulamentação é bem mais restritiva que o regime de cabotagem actualmente em vigor e até mesmo que o primeiro regime que foi introduzido há 15 anos atrás». Segundo dados revelados pelo Eurostat, em 2006 foram transportados na Europa em regime de cabotagem 15 317 biliões de t/km, em 2005 foram 14 916 biliões de t/km, e em 2004 o valor cifrou-se nos 14 631 t/km. Em relação ao exercício da actividade, o texto aprovado em plenário garante que continuem a ser tomadas em consideração as diferenças existentes entre os Estados-membros no que se refere às medidas aplicáveis no caso das infracções mais graves. O documento estabelece também que os Estados-membros devem assegurar que os gestores de transportes com experiência prática que regressam à profissão após um período de ausência de 5 anos, efectuem a requalificação e actualizações que sejam necessárias para provar a manutenção da sua competência profissional e os conhecimentos sobre a evolução da legislação aplicável à profissão. Caberá agora a vez do Conselho, no próximo mês de Junho, pronunciar-se sobre estes dois diplomas. Transportes em revista

João Cerqueira

26.05.2008



   

 
Estrada cidadã
 

Mega-camiões Circulação volta a ser autorizada na Holanda
20/05/2008


O ministro holandês dos Transportes, Camiel Eurlings, acaba de autorizar novamente a circulação nas estradas do país de ecocombis, camiões extra-longos de 60 toneladas e 25,25 metros de comprimento, baseado num relatório da TNO que veio demonstrar que o ecocombi de 60 toneladas não provoca danos nas infra-estruturas rodoviárias superiores aos tradicionais camiões de 50 toneladas, PMA em vigor na Holanda, porque os pesos são repartidos de forma igual ao longo do veículo.
Em finais do ano passado o governo holandês tinha decidido suspender o programa ecocombi devido, precisamente, a uma polémica que começou a crescer na opinião pública, de que os ecocombis causavam a degradação das pontes, túneis e viadutos. Entretanto, as empresas que operavam com ecocombis, optaram por substituir a esmagadora maioria dos conjuntos articulados por camiões convencionais de 40 toneladas, deixando de utilizar os ecocombi com apenas 50 toneladas de peso bruto, por razões de rentabilidade. No total, dos cerca de 240 ecocombi que operavam na Holanda, 172 foram retirados, esperando-se agora, pela primeira sem ser a título experimental, que estes conjuntos voltem em força ao Benelux, já que idêntica medida foi aprovada recentemente na Bélgica. Transportes em revista

João Cerqueira

20.05.2008



   

 
Estrada cidadã
 

Em reunião na Figueira da Foz Transportadores reclamam medidas contra subida do gasóleo
13/05/2008


Mais de meia centena de transportadores de todo o país estiveram reunidos na Figueira da Foz para debater os problemas do sector, tendo exigido que o Governo aprove legislação que permita contrariar os sucessivos aumentos do preço do gasóleo. O Governo tem de tomar medidas. Se copiar o que se faz em França e em Espanha, já nos satisfaz, dizem. Entre as medidas defendidas para o transporte rodoviário de mercadorias destaque para a indexação de uma taxa que permita adequar o preço do transporte ao aumento do gasóleo. As empresas também querem ver consagrada a obrigatoriedade do pagamento dos serviços a 30 dias, bem como a introdução de um gasóleo profissional. TRANSPORTES EM REVISTA

Carlos Moura

13.05.2008



   

 
Estrada cidadã
 

No troço Aveiro - Marinha Auto-estradas do Litoral inaugura novo sistema de pagamento
13/05/2008


A Auto-estradas do Litoral inaugura sábado, na A17, entre Aveiro e Marinha Grande, um novo sistema de cobrança de portagens, o Via Manual, que possibilita o pagamento sem o auxílio de um portageiro. Desenvolvido pela Direcção de Inovação e Tecnologia da Brisa, o sistema consiste num equipamento embutido nas cabines de portagem, de modo a permitir operações com máquina, operações sem máquina e o desenvolvimento simultâneo de ambas as operações. Para realizar o pagamento, o condutor pode recorrer a moedas, notas e Multibanco, sendo que este sistema também permite que os automobilistas que tenham Via Verde e que tenham entrado numa via manual por engano possam efectuar o pagamento. O sistema dá troco, mas caso não haja troco disponível, o equipamento emite uma factura com o valor a pagar, a entidade e a referência, dispondo o cliente de 15 dias para proceder ao pagamento. A introdução do sistema será acompanhada de sinalética na via e na aproximação à portagem, com pintura no pavimento e com colocação de painéis no topo da praça de portagem, à semelhança do que acontece actualmente com a Via Verde, mas com a inscrição Via Manual. Esta tecnologia será colocada em seis portagens na A17. Além do sistema Via Manual, a praça da portagem de Mira, na A17, está também equipada com o novo sistema Via Verde, o Via Mais Verde, que dispensa as praças de portagem e evita o abrandamento, uma vez que a taxação dos veículos é feita através de pórticos. O sistema Via Mais Verde está actualmente em funcionamento na A10, em Benavente.

Carlos Moura

13.05.2008



   

 
Estrada cidadã
 

IC9 Lanço rodoviário entre Carregueiro e Tomar aberto ao público
05/05/2008


O lanço do IC9, entre Carregueiros e Tomar, foi aberto ao tráfego rodoviário. Explorado pela concessão Litoral Oeste, o troço com 8,5 quilómetros de extensão, é o primeiro empreendimento construído pela EP-Estradas de Portugal, e integrado para conservação e exploração, numa concessão. O projecto representa um investimento de 32 milhões de euros e é o primeiro lanço a ser concluído deste itinerário que irá ligar Tomar a Nazaré, e que irá permitir uma ligação transversal de qualidade entre o Litoral e o Interior da região Oeste, devidamente articulada com os diversos eixos longitudinais (IC3, A1, IC2 e A8). infos : transportes em revista

Pedro Pereira

29.04.2008



   

 
Estrada cidadã
 

Comissão Europeia propõe redução dos níveis de poluição nos camiões e autocarros
29/04/2008
A Comissão Europeia lançou recentemente uma nova proposta referente à redução das emissões de gases como o óxido de azoto (Nox) e das emissões de partículas provenientes de veículos pesados de mercadorias e de veículos de transportes públicos de passageiros.
A proposta elaborada no contexto do programa ?Ar limpo para a Europa? (Clean Air for Europe - CAFE), prevê que os níveis de poluição venham a sofrer uma alteração significativa e que, segundo a nova norma do Euro 6, o valor máximo de Nox poderá descer para cerca de 80 por cento e para o Euro 5 as emissões de partículas poderão ter uma redução na ordem dos 66%.
Estes novos limites a estabelecer pela Comissão Europeia, são idênticos ao que já está em vigor nos Estados Unidos.
Apesar de se tratar de um acordo benéfico para o ambiente, o certo é que o novo pacote de normas não foi ainda aprovado, bastando para isso que o conjunto dos 27 Estados Membros e do Parlamento Europeu sejam favoráveis a estas alterações conjuntas. Caso as medidas sejam aceites, estas poderão entrar em vigor a partir do ano de 2013.

Ana Bela Nogueira, Jornal Strada Ed. 45


   

 
Estrada cidadã
 

Nova regulamentação sectorial na origem do conflito Transportadores romenos bloqueiam acessos às cidades
21/04/2008


Os transportadores rodoviários de mercadorias romenos bloquearam esta semana as vias de acesso a Bucareste, e a mais 18 cidades do país. Em causa está a assinatura por parte do governo romeno dum diploma que prevê uma nova regulamentação sectorial e a introdução duma taxa rodoviária para pagamento  de  portagens, em substituição da actual ?rovinheta?, um sistema idêntico à ?eurovinheta? que vigora nalguns países. A UNTRR e a FORT, principais associações sectoriais da Roménia, referem que o esquema proposto pelo Ministério dos Transportes vai agravar os custos de exploração e abrir as portas à concorrência estrangeira, uma vez que a taxa que substitui o sistema de vinheta será aplicada directamente sobre o preço dos carburantes. As associações sectoriais reivindicam igualmente a necessidade de eliminar as restrições à circulação impostas aos camiões na Roménia, a anulação de taxa de matrícula para os camiões Euro 4 e 5, a transparência na colecta de taxas sobre os carburantes, que na Roménia já são várias e com fórmulas muito complexas que ninguém entende, e o direito à verificação das taxas afectas à construção e manutenção de estradas. Transportes em revista

João Cerqueira

17.04.2008



   

 
Estrada cidadã
 

Transporte de matérias perigosas Regras de harmonização avançam em 2009
14/04/2008


O Conselho adoptou uma posição comum relativa a uma proposta de directiva sobre o transporte interior de mercadorias perigosas. Esta proposta visa assegurar a aplicação uniforme das regras de segurança e garantir níveis de segurança elevados nas operações de transporte nacional e internacional. O projecto de directiva pretende fundir num único acto legislativo quatro directivas: transporte rodoviário (ADR), ferroviário (RID), vias navegáveis interiores (ADN), e qualificação profissional e exames dos conselheiros de segurança. O texto aprovado pelo Conselho introduz algumas modificações à proposta da Comissão, nomeadamente, dispensa um Estado membro, que não possua uma rede ferroviária, da obrigação de transpor as disposições da futura directiva respeitantes ao caminho de ferro. O mesmo princípio é aplicado aos Estados membros que não possuem vias navegáveis interiores ou quando estas não se encontram ligadas às de outros Estados membros. Prevê igualmente que os Estados membros disponham de um período transitório máximo de dois anos para a aplicação das disposições da directiva relativas à navegação interior. A directiva irá entrar em vigor no dia 1 de Julho de 2009, e tem por principais objectos simplificar e harmonizar a legislação, tendo em vista criar condições favoráveis ao transporte multimodal de mercadorias perigosas. TRANSPORTES EM REVISTA

João Cerqueira

11.04.2008



   

 
Estrada cidadã
 

Programa FIDEUS Renault Trucks e Condis ensaiam descargas nocturnas
01/04/2008


TRANPORTES EM REVISTA

Ao abrigo do programa de investigação FIDEUS (Freight Intelligent Delivery in Urban Spaces), a Renault Trucks e a cadeia de supermercados espanhola Condis iniciaram uma fase experimental de descargas de mercadoria durante a noite em Barcelona, recorrendo à utilização de camião de distribuição especialmente desenvolvido para optimizar a performance ambiental. O veículo, um Renault Midlum, já tinha sido sujeito a testes durante o dia em Lyon, no passado mês de Janeiro, onde ficou demonstrada a sua eficiência ambiental em entregas diurnas, uma vez que é quatro vezes menos ruidoso do que outros camiões de distribuição. O objectivo do novo teste em Barcelona, que tem uma duração de três semanas, é avaliar o impacto sonoro do veículo num ambiente nocturno ainda menos ruidoso. Para o efeito, o Midlum foi configurado no modo ?Low Noise?, tendo sido efectuado um trabalho adicional no chão da caixa de carga, na plataforma elevatória e nas portas da cabina. Em termos de eficiência e segurança, os testes de Barcelona constituíram igualmente uma oportunidade para implementar e experimentar a tecnologia RFID (Identificação por Frequência de Rádio) utilizada no rastreamento dos pacotes. Para melhorar a visibilidade do veículo à noite foram instalados no veículo novos grupos ópticos com LED's integrados.

Carlos Moura

26.03.2008



   

 
Estrada cidadã
 

Directiva Eurovinheta Transportadores deverão pagar mais 0,4 a 1,1 euros/km
01/04/2008


iA associação espanhola de transporte internacional rodoviário (ASTIC), já manifestou publicamente a sua oposição à nova directiva europeia de internalização de custos de infra-estruturas, vulgarmente conhecida por directiva Eurovinheta, que irá entrar em vigor a partir de 10 de Junho, e que pressupõe um incremento da fiscalidade que incide sobre as empresas de transportes rodoviários entre 0,4 e 1,1 euros/km. A ASTIC defende que a utilização de infra-estruturas rodoviárias seja feita através do pagamento de portagens a concessionários privados e não por via da administração pública, por considerar que esta é a única forma de garantir que o capital que se investe em portagens se destina também a ser reinvestido na manutenção e melhoramento dessas estradas. Tanto em Portugal como em Espanha, ainda não se sabe quando e de forma a directiva Eurovinheta vai ser transposta, em que tipos de estradas é que vai ser aplicada (auto-estradas, itinerários complementares, estradas secundárias, etc.), encontrando-se igualmente por determinar os tipos de veículos que irá abranger. Para todos os efeitos, o espírito da Directiva pressupõe que a sua aplicação incida fundamentalmente sobre os veículos pesados.  

João Cerqueira

28.03.2008

Transportes em revista



   

 
Estrada cidadã
 

Gasóleo profissional mais barato para transportadores de passageiros
21/03/2008


19/03/2008
Gasóleo profissional mais barato para transportadores de passageiros (Info : Logística hoje)

Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes, anunciou a criação, até final do primeiro semestre, de gasóleo profissional mais barato para os transportadores rodoviários de passageiros de forma a garantir, nas suas palavras, a «sustentabilidade» do sector.

«É uma medida que está a ser finalizada dentro do Governo, pela secretaria de Estado dos transportes em parceria com a dos assuntos fiscais, com o apoio técnico da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP), e que será depois proposta à Assembleia da República», afirmou Ana Paula Vitorino.


Falando no Porto à margem da cerimónia de posse dos órgãos sociais da ANTROP, a secretária de Estado apontou o final do 1° semestre como meta para entrada em vigor desta medida, que vigorará em regime experimental «até ao final do ano», de acordo com informações avançadas pela agência Lusa.


«Teremos depois que avaliar, no final do ano, como é que correu implementação dessa medida, porque há matérias de carácter técnico, nomeadamente de como é implementada a redução do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), que ainda estão em cima da mesa e têm que ser testadas», explicou.


Garantir a sustentabilidade do sector

Segundo Ana Paula Vitorino, «neste momento o que está a ser preparado diz exclusivamente respeito aos passageiros, porque trata-se de um sector onde as tarifas são fixadas administrativamente, ou seja, não existe liberdade por parte dos transportadores rodoviários de passageiros de fixar os preços em função do mercado, pelo que existe uma responsabilidade social acrescida relativamente a este sector».
Embora admitindo que existem «problemas conjunturais» que afectam «todo o sector dos transportes», a secretária de Estado considerou que, no caso dos transportes de passageiros, as «medidas mais restritivas» a que está sujeito exigem «um olhar mais urgente e atento».


É que, frisou Ana Paula Vitorino, está em causa «um problema conjuntural gravíssimo para os transportadores rodoviários de passageiros», cujos custos de funcionamento têm subido «gravemente» dados os sucessivos aumentos do preço do gasóleo, mas que não podem aumentar os preços dos bilhetes «numa percentagem proporcional».


Relativamente ao preço a fixar para o gasóleo profissional, a secretária de Estado disse estar ainda a ser estudado com a secretaria de Estado dos assuntos fiscais, assim como o limite de desconto de que cada empresa poderá beneficiar (número máximo de litros de gasóleo/ano alvo de redução) e como será aplicado o desconto.


«São matérias que estão a ser fixadas com a ANTROP e com o meu colega dos assuntos fiscais e que seria precoce, neste momento, estar a anunciar», afirmou Ana Paula Vitorino, acrescentando existir uma «proposta concreta em cima da mesa», mas que «está ainda a ser apreciada». «Há que arranjar um ponto de equilíbrio entre a diferenciação que queremos fazer e aquilo que é o limiar máximo da diminuição das receitas fiscais que poderemos admitir», explicou.


Uma vez que são poucos os países em que existe gasóleo profissional, a secretária de Estado adiantou que «o modelo espanhol, aqui ao lado, foi inspirador» para o Governo.


Questionada pela agência Lusa sobre quanto esta medida irá custar aos cofres do Estado, Ana Paula Vitorino não quis avançar qualquer valor, preferindo salientar que «se trata de ponderar aquilo que é uma receita a menos para o Estado, mas é também um acréscimo de fiabilidade e segurança para os cidadãos de que vão continuar a ter um sistema de transportes públicos a funcionar». «Queremos garantir a sustentabilidade do sector porque queremos que as pessoas continuem a ter um bom sistema de transportes, sustentável, e não podemos permitir que as empresas de transporte público de passageiros comecem a falir», concluiu.


ANTROP aprova «diferenciação positiva»

Já o presidente da ANTROP, Luís Cabaço Martins, congratulou-se com a concretização de uma «medida de diferenciação positiva» do transporte público de passageiros «há muito pedida pelo sector».
«Hoje fez-se finalmente justiça», defendeu, considerando que a criação do gasóleo profissional «demonstra que o Governo está atento e percebe que é importante juntar esforços para criar as melhores condições de utilização do transporte público». De acordo com Cabaço Martins, o sector vive um momento «particularmente difícil», dada a escalada do preço dos combustíveis e o facto de «praticamente toda a frota de autocarros do país» estar dependente do gasóleo.


«É necessário acautelar o equilíbrio das empresas», salientou, recordando que, neste momento, os custos com gasóleo representam já mais de 30% da sua estrutura de custos.


Transportadores de mercadorias excluídos

Os transportadores de mercadorias estranham ter sido excluídos das ajudas governamentais ao custo dos combustíveis, numa altura em que o executivo quer incentivar as exportações portuguesas.


Em declarações à agência Lusa, António Mouzinho da ANTRAM - Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias - disse que «ficaram surpreendidos» com este anúncio. «Sabíamos que em Março haveria novidades sobre o gasóleo profissional, mas nunca pensámos que os transportadores de mercadorias ficariam ausentes», afirmou.


Para este responsável, a actividade do transporte de mercadorias está a ser «atacadíssima» com o aumento do preço do petróleo, sendo que o nosso país continua a ser cada vez menos concorrencial quando comparado com Espanha, uma vez que a diferença do preço dos combustíveis ultrapassa os 20%.


Os espanhóis e os franceses já têm o gasóleo profissional mais barato, lembrou António Mouzinho, pelo que seria desejável que Portugal também avançasse nesse sentido.


Para a próxima semana está agendada uma reunião entre a ANTRAM e a secretária de Estado dos Transportes, esperando António Mouzinho, nessa altura poder abordar este tema com o Governo e apresentar os seus argumentos.