O mercado automóvel português continua em quebra. No passado mês de Setembro o mercado de veículos ligeiros registou uma queda face a igual mês do ano anterior, a qual se cifrou em 6,9%, tendo sido comercializados 17.489 veículos novos.
Refira-se que todos os segmentos venderam menos este ano.
A alteração da fiscalidade automóvel, que veio modificar as tabelas do IA – Imposto Automóvel e passou a incorporar uma nova componente ambiental no cálculo do imposto automóvel, não teve por agora um impacto positivo no mercado.
Contribuíram decisivamente para o abaixamento da procura os seguintes factores:
1 - O aumento das taxas de juro;
2 - O fraco clima económico;
3 - O facto de o mês de Setembro de 2006 ter tido menos 1 dia que o mês homólogo do ano anterior.
Em termos de resultados acumulados, foram vendidos até Setembro de 2006, 198.668 veículos ligeiros, correspondendo a uma quebra de 5,4% face a igual período do ano anterior.
Veículos ligeiros de passageiros:
- Em Setembro foram vendidos 12.392 veículos novos
- Entre Janeiro e Setembro foram vendidos 152.183 veículos novos
- Quebra face a idêntico período do ano anterior: 5,3%
Veículos Comerciais Ligeiros:
- Em Setembro foram vendidos 5.097 veículos novos
- Entre Janeiro e Setembro foram vendidos 46.485 veículos novos
- Quebra face a idêntico período do ano anterior: 5,7%
Veículos pesados:
- Em Setembro foram vendidos 1.170 veículos novos
- Entre Janeiro e Setembro foram vendidos 5.071 veículos novos
- Crescimento face ao ano anterior: 27,6%
A grande importação de veículos usados provenientes de países estrangeiros é também grandemente responsável pelo decréscimo de vendas de veículos novos em Portugal, o que não se pode deixar de lamentar, pois com a importação de veículos com vários anos estamos a aumentar a média de idade do parque automóvel em circulação tornando-o mais poluente e menos seguro.
No que respeita ao AOV – Aluguer Operacional de Veículos:
Em
Agosto as
compras efectuada pelo AOV representavam a seguinte percentagem face ao total de veículos novos vendidos:
Veículos Ligeiros de Passageiros:
- Em Julho foram adquiridos 3.099 veículos novos
- Entre Janeiro e Julho foram adquiridos 17.262 veículos novos
- % do AOV no total de veículos vendidos em Julho 17%
Veículos Comerciais Ligeiros:
- Em Julho foram adquiridos 901 veículos novos
- Entre Janeiro e Julho foram adquiridos 5.713 veículos novos
- % do AOV no total de veículos vendidas em Julho 19%
Veículos pesados:
- Em Julho não foram adquiridos quaisquer veículos novos nesta categoria
- Entre Janeiro e Julho foram adquiridos 1 veículos novos
- % do AOV no total de veículos vendidas em Agosto % - Não Disponível
O facto de haver poucas aquisições de veículos pesados deve-se ao facto de o aluguer de veículos de mercadorias sem condutor estar limitado a veículos de 6.000Kg de peso bruto.
O AOV – Aluguer Operacional de Viaturas
O aluguer operacional de veículos é uma prestação de serviços e como tal oferece inúmeras vantagens para quem o contrata. Se não fosse um produto tão atractivo e vantajoso certamente não teria crescido como tem crescido até hoje.
As empresas de AOV utilizam todo o tipo de veículos (ligeiros de passageiros, ligeiros de mercadorias, veículos adaptados ao transporte de valores e mesmo alguns veículos pesados até 6000 kg de peso bruto - Apesar da legislação, pois a legislação não permite o aluguer de veículos de peso bruto superior), destinados aos seus comerciais, directores, distribuição etc.
O maior conhecimento do aluguer operacional de veículos tem levado também alguns (poucos) particulares a interessar-se por este sistema para utilização de automóvel, embora tal número seja considerado de muito reduzida expressão ou quase inexistente, ao contrário de outros países europeus como o Reino Unido, ou ao EUA onde o AOV aí também conhecido por Renting se encontra fortemente implementado.
Posteriormente passaram também a recorrer ao aluguer operacional de veículos, os organismos públicos, que também necessitavam para o desenvolvimento da sua actividade de uma frota de veículos moderna e operacional.
O pagamento mensal (numa única factura) do aluguer operacional de veículos inclui o veículo, manutenção, reparação, troca de pneus, assistência em viagem, seguro contra todos os riscos cartão de combustível..., tudo isto por um preço fixo no fim do mês que será mais ou menos elevado em função dos produtos escolhidos.
No aluguer operacional de veículos, a propriedade do veículo é do locador tendo a vantagem de o bem não se reflectir no balanço da empresa locatária, facilitando ainda a contabilização já que no valor do contrato poderá estar incluído os custos de manutenção do veículo, o seguro, etc.
Do ponto de vista da contabilização o A.O.V. – Aluguer Operacional de Veículos é seguramente, a melhor alternativa ao investimento em activos, uma vez que permite equipar a empresa com uma frota automóvel, sem um grande desembolso económico num topo de bens que pelas suas características, se desvalorizam ou se tornam obsoletos com grande rapidez.
A opção pelo aluguer operacional de veículos evita às empresas mobilizar recursos financeiros, uma vez que não têm que fazer um grande desembolso inicial.
Quanto às vantagens deste tipo de aquisição de viaturas iremos apresentá-las de imediato.
O aluguer operacional de veículos deve tanto o seu crescimento à procura dos utilizadores (quer empresas quer particulares), como aos serviços que presta e à sua incontestável atracção financeira. É um fenómeno social real que põe em marcha esta actividade.
Graças ao acompanhamento informático da empresa de A.O.V. (gestão de facturas, de combustível através de cartões de crédito fornecidos pelas empresas locadoras, do número de dias de utilização de viaturas de substituição...) tudo isto deve ser tido em consideração no momento da substituição do veículo e da escolha do melhor tipo de contrato de aluguer.
Neste tipo de contratos, todo o risco inerente ao bem dado em locação corre por conta do locador, que poderá no entanto transferir esse risco para uma seguradora através de um contrato celebrado especialmente para o efeito.
O veículo deve estar registado em nome do locador, pois não nos devemos esquecer de que estamos perante um contrato de prestação de serviços, em que veículo é dado em aluguer ao locatário. 0 utilizador é todavia civilmente responsável perante os tribunais e entidades policiais pela sua conduta (excessos de velocidade, contravenções, utilização do veículo em actividades ilegais, etc.).
O Sector de AOV- Aluguer Operacional de Veículos possui actualmente uma frota de cerca de 120.000 veículos.
De acordo com dados do Gabinete de Estudos e Estatística da ARAC- Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor (www.arac.pt), a qual conta com cerca de 19 empresas inscritas na sua secção de AOV.
As previsões para o ano 2006 são boas e esperamos que o sector alcance as 120.000 unidades (frota pertencente às empresas associadas da ARAC), uma vez que o total nacional deverá atingir as 133.000 unidades.
No ano que findou e no actual, as motorizações diesel continuam ganhando quota de mercado em detrimento da gasolina. Os veículos com motor diesel representam já cerca de 70% da frota de AOV.
No que respeita ao prazo médio da duração dos contratos de AOV, o mesmo situa-se nos 43 meses.